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Advogado mata esposa com tiro na cabeça após não aceitar separação e se entrega à polícia em Santa Catarina

Sara Bianca Moyses Fabian Schneider, de 29 anos, foi encontrada morta dentro da própria residência na última quarta-feira (18), no município de São Lourenço do Oeste, em Santa Catarina.


De acordo com as informações, a vítima foi assassinada com um tiro na cabeça. O principal suspeito do crime é o próprio marido, o advogado Sergio Fabian Schneider, de 36 anos, que não aceitava o fim do relacionamento após a mulher manifestar o desejo de se separar.


Sara Bianca Moyses foi morta pelo marido, Sergio Fabian Schneider Imagem: Reprodução/Redes sociais.
Sara Bianca Moyses foi morta pelo marido, Sergio Fabian Schneider Imagem: Reprodução/Redes sociais.

Relatos apontam que o casal vinha enfrentando conflitos, e a decisão da vítima em encerrar o casamento teria motivado o crime. Após o assassinato, o suspeito deixou o local e, posteriormente, decidiu se apresentar às autoridades.


Equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil foram acionadas para atender a ocorrência, realizando o isolamento da área para os trabalhos da perícia. O caso segue sendo investigado para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime.


O advogado se apresentou espontaneamente à polícia e foi preso. As autoridades também apuram se houve premeditação e outras circunstâncias que possam agravar a situação do autor.


O corpo de Sara Bianca Moyses foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) para a realização dos exames cadavéricos.


Mesmo que apresente bom comportamento durante o cumprimento da pena, o advogado deverá permanecer preso, já que o feminicídio é considerado crime hediondo pela legislação brasileira. Nesses casos, a lei estabelece que o condenado cumpra pelo menos 40% da pena em regime fechado, se for réu primário, antes de ter direito à progressão de regime, podendo esse percentual chegar a 60% em caso de reincidência.


Em casos de feminicídio, a condenação costuma ficar entre 15 e 25 anos de prisão. Considerando que ele seja réu primário, a lei exige o cumprimento de 40% da pena em regime fechado antes de ir para o semiaberto.


Na prática, isso significa que ele deve cumprir aproximadamente:

  • 6 a 10 anos preso em regime fechado, antes de poder progredir

    Na prática, isso significa que, mesmo em uma condenação média, ele deverá passar algum tempo preso antes de qualquer possibilidade de flexibilização para o regime semiaberto.

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