ALERTA: PCC se fortalece, se infiltra no poder público e expande atuação para 28 países, alerta repórter que revelou facção
- Informações do Portal SBT news

- 12 de mai.
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Jornalista adverte”: avanço do PCC preocupa autoridades e expõe infiltração da facção no poder público
Há exatos 20 anos, o Brasil acompanhava uma das maiores crises de segurança pública da história. Em 12 de maio de 2006, o Primeiro Comando da Capital (PCC) iniciou uma série de ataques coordenados em São Paulo após a transferência de líderes da facção para presídios de segurança máxima. Policiais, agentes públicos, ônibus, prédios do Estado e unidades prisionais foram alvos da ofensiva criminosa.
O saldo dos ataques foi devastador: centenas de mortos, rebeliões simultâneas em dezenas de presídios, escolas fechadas, comércio paralisado e parte do transporte público interrompido, deixando a população em estado de medo e insegurança.

Duas décadas depois, especialistas afirmam que a facção criminosa não apenas sobreviveu, mas se transformou em uma das maiores organizações criminosas da América Latina, com atuação internacional, esquema bilionário de lavagem de dinheiro e infiltração em setores do poder público e do mercado financeiro.
A jornalista Fátima Souza, que cobre segurança pública há mais de 40 anos e foi a primeira repórter a revelar a existência do PCC nos anos 90, afirmou durante entrevista ao programa News Manhã, do SBT News, que a facção mudou completamente sua forma de atuação ao longo dos anos.
“Hoje o PCC funciona como uma empresa. O foco é dinheiro, lucro e expansão. Eles deixaram de atuar apenas na violência direta e passaram a investir pesado em lavagem de dinheiro e infiltração em estruturas públicas”, destacou a jornalista.

Segundo Fátima, os primeiros sinais da organização surgiram em 1996, durante uma rebelião em um presídio no interior de São Paulo. A repórter percebeu que havia uma coordenação incomum entre os detentos e iniciou uma investigação que acabou revelando a existência da facção criminosa. Na época, o grupo possuía cerca de 2 mil integrantes. Atualmente, estimativas apontam que o PCC reúne aproximadamente 600 mil pessoas entre membros e simpatizantes.
O procurador de Justiça Márcio Christino, referência nacional no combate ao crime organizado, afirmou que o grande salto financeiro da facção aconteceu após alianças firmadas com traficantes bolivianos, principalmente a partir de 2016. Desde então, o PCC passou a atuar como intermediador internacional do tráfico de cocaína entre a Bolívia e países da Europa, utilizando principalmente rotas ligadas ao Porto de Santos.
Ainda de acordo com o procurador, a facção criminosa já possui presença confirmada em pelo menos 28 países, ampliando sua atuação internacional e fortalecendo esquemas de lavagem de dinheiro em diversos setores econômicos.
Especialistas alertam que um dos maiores desafios para combater o avanço do PCC continua sendo o controle das fronteiras brasileiras. Regiões extensas de floresta, áreas isoladas e rotas clandestinas dificultam a fiscalização e favorecem o tráfico internacional de drogas.
Márcio Christino destacou ainda que o enfrentamento ao crime organizado depende principalmente de inteligência policial, investigação financeira e monitoramento das rotas utilizadas pelas facções, e não apenas de ações ostensivas nas fronteiras.
















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