ATENÇÃO MÁXIMA NAS ESCOLAS: Detectores de metal e revistas em mochilas passam a fazer parte da rotina em escolas de Cruzeiro do Sul após tragédia em Rio Branco
- Gabriel Oliveira - Portal www.acrealerta.com.br

- 14 de mai.
- 2 min de leitura
Após o episódio trágico registrado recentemente na escola são José em Rio Branco, escolas de Cruzeiro do Sul passaram a adotar medidas mais rígidas de segurança nas unidades de ensino. Entre os novos protocolos implantados estão revistas visuais em mochilas, reforço no controle de entrada de alunos e utilização de detectores de metal.
O clima de tensão nas escolas acreanas ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (14), após um adolescente de 13 anos ser apreendido em Rio Branco acusado de ameaçar explodir uma escola pública e matar uma professora dentro da sala de aula. O caso aconteceu no Conjunto Tucumã e provocou pânico entre alunos e funcionários da unidade escolar.
Diante da repercussão e do medo gerado pelo episódio — que ocorre poucos dias após o ataque a tiros que deixou duas servidoras mortas em uma escola da capital acreana — instituições de ensino de Cruzeiro do Sul passaram a reforçar os protocolos de segurança nas entradas das unidades.

Entre as medidas adotadas estão revistas visuais em mochilas, fiscalização mais rígida na entrada de estudantes e utilização de detectores de metal. O objetivo, segundo gestores e equipes escolares, é aumentar a prevenção e evitar situações de risco dentro do ambiente escolar.

No Colégio Militar Dom Pedro II, em Cruzeiro do Sul, parte dos procedimentos já fazia parte da rotina da instituição. Segundo o subdiretor da unidade, segundo-tenente Márcio Moraes, o colégio apenas intensificou algumas ações preventivas.
“Passamos a usar de forma mais rígida o detector de metal e intensificamos as revistas individuais nas bolsas”, explicou.
De acordo com ele, as medidas já ajudaram a impedir a entrada de objetos considerados inadequados dentro da escola.
“Já encontramos objetos que não deveriam estar dentro do colégio. Por isso acreditamos que esses procedimentos são importantes para reforçar a segurança do público escolar”, afirmou.
Nos bastidores, diretores e gestores também demonstram preocupação com a dificuldade para colocar os novos protocolos em prática, principalmente em escolas com grande quantidade de estudantes e equipes reduzidas de servidores.
Durante reuniões com representantes da Secretaria de Educação, alguns gestores relataram receio de que as medidas provoquem atrasos no início das aulas e impactem a dinâmica escolar. Mesmo assim, a maioria considera que o reforço na segurança é necessário diante do cenário vivido nas últimas semanas.
O aumento da vigilância nas escolas acreanas ocorre em meio a uma sequência de episódios envolvendo violência e ameaças em ambientes escolares, situação que tem gerado preocupação entre pais, alunos e profissionais da educação em todo o estado.
















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