O QUE VEM POR AI? EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas após visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca
- Gabriel Oliveira - Portal www.acrealerta.com.br

- 28 de mai.
- 2 min de leitura
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) a designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida foi divulgada pelo Departamento de Estado americano e deverá entrar em vigor oficialmente no próximo dia 5 de junho.
Segundo o comunicado divulgado pela gestão do presidente Donald Trump, as duas facções brasileiras são consideradas algumas das organizações criminosas mais violentas da América Latina, sendo responsáveis por ataques contra policiais, autoridades públicas e civis, além de atuarem no tráfico internacional de drogas e armas.

O governo americano informou ainda que as atividades criminosas do PCC e do CV ultrapassam as fronteiras brasileiras e já possuem influência em outros países da região, incluindo operações ligadas aos Estados Unidos.
A decisão foi anunciada apenas dois dias após a visita do senador Flávio Bolsonaro à Casa Branca. Após o encontro com Donald Trump, o parlamentar afirmou publicamente que pediu ao presidente americano que as facções fossem classificadas como grupos terroristas.
“Enquanto o Lula vai de joelhos implorando para o presidente Trump não considerar facções criminosas como terroristas, eu faço o contrário. E foi isso que eu pedi”, declarou Flávio após a reunião.

O posicionamento do governo brasileiro foi contrário à medida adotada pelos Estados Unidos. Em maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou ao governo americano um documento argumentando contra a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.
De acordo com o Palácio do Planalto, a legislação brasileira estabelece que atos terroristas possuem motivação ideológica, religiosa ou de ódio, enquanto as facções criminosas atuariam com foco em lucro obtido através do tráfico de drogas, armas e outros crimes.
Após encontro com Trump, Lula afirmou que o tema não teria sido discutido diretamente na reunião e defendeu a criação de um grupo de trabalho internacional para combater o crime organizado na América Latina.
A nova classificação anunciada pelos Estados Unidos poderá ampliar sanções financeiras, restrições internacionais e medidas de cooperação contra integrantes e possíveis colaboradores das facções brasileiras. As consequências práticas da decisão ainda deverão ser detalhadas pelas autoridades americanas nos próximos dias.
















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