BRASIL, QUAL É O TEU NEGÓCIO? Lula chama eleições de “negócios do Brasil” ao pedir que Trump não se meta no processo
- Redação 24Hrs - www.acrealerta.com.br

- há 14 horas
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pretende ter uma conversa “tête-à-tête” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pedir que os norte-americanos não interfiram nas eleições brasileiras. A declaração, porém, chamou atenção pela escolha das palavras utilizadas pelo petista ao se referir ao processo eleitoral Brasileiro e supostos negócios que estão em alerta máximo pelo Governo americano no combate ao narcotráfico.
“Estou tentando falar com ele. Estou tentando manter um contato com ele, quero ter uma conversa tête-à-tête com ele e vou dizer: não se meta nos negócios do Brasil e sobretudo nas eleições”, afirmou Lula durante entrevista a comunicadoras dos podcasts “Não Inviabilize” e “As Cunhãs”.

A expressão utilizada pelo presidente — “negócios do Brasil” — foi imediatamente associada por ele às eleições, ao dizer que Trump não deveria se Meter “nos negócios do Brasil e sobretudo nas eleições”.
A declaração pode ser interpretada como uma forma de tratar o processo eleitoral dentro do conjunto de interesses e “negócios” do país de interesse único e exclusivo dele.
A questão ganha espaço em um cenário no qual o Brasil enfrenta problemas relacionados ao tráfico internacional de drogas, com organizações criminosas brasileiras atuando em rotas que alcançam outros países da América Latina, Europa e demais mercados internacionais.
“Quem vier dar palpite nas eleições vai perder”
Na sequência, Lula afirmou com segurança que qualquer tentativa de interferência estrangeira nas eleições brasileiras será derrotada já possivelmente sabendo do resultado.
“Se se meter, vão perder. Quem vier dar palpite nas eleições do Brasil vai perder”, declarou.
Apesar do tom de confronto, o presidente afirmou que não pretende brigar com os Estados Unidos e disse querer tratar o assunto diplomaticamente. “Quero discutir”, afirmou.
Lula também acusou o governo norte-americano de utilizar “mentiras” como justificativa para as tarifas impostas sobre produtos brasileiros. Segundo o presidente, as medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil teriam sido baseadas em argumentos que ele considera falsos. “Inventaram umas mentiras e taxaram o Brasil”, afirmou.
O presidente declarou ainda que pretende enfrentar as medidas por meio da diplomacia e da defesa de seus argumentos.
Lulinha
Durante a entrevista, Lula também comentou as investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
O presidente afirmou que, caso seja comprovada alguma irregularidade, o filho deverá responder por seus atos.
“Se meu filho tiver culpa, ele pagará”, disse.
Lula afirmou ainda que não pretende pedir o encerramento das investigações e defendeu que o caso siga seu curso.
A fala de Lula abre espaço para um debate sobre a maneira como o presidente enquadrou as eleições ao colocá-las dentro da expressão “negócios do Brasil”.
Embora a declaração não permita afirmar que Lula estivesse fazendo qualquer referência ao tráfico de drogas ou a atividades criminosas, a associação entre “negócios do Brasil” e “sobretudo as eleições” chama atenção pela escolha semântica utilizada pelo presidente ao falar de um processo que, em uma democracia, é essencialmente político e institucional.


















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