Fechamentos, demissões em massa e recuperações: empresas enfrentam a maior onda de destruição no Brasil durante governo Lula
- Redação 24Hrs - www.acrealerta.com.br

- há 11 minutos
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Uma sequência de fechamentos de lojas, redução de operações, demissões e pedidos de recuperação judicial ou extrajudicial colocou grandes empresas brasileiras no centro de uma onda de reestruturações desde o início do atual governo Luiz Inácio Lula da Silva. Os casos atingem setores como varejo, aviação, indústria, supermercados e turismo.
Um dos episódios mais recentes envolve a Casas Bahia, que fechou 298 lojas em todo o país e desligou aproximadamente 1,9 mil funcionários em apenas dois dias. O movimento faz parte de um plano de redução de despesas e ocorre em meio ao agravamento da situação financeira da companhia.

A varejista registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026. Apesar de grande parte do resultado negativo ter sido provocada por efeitos contábeis não recorrentes, a empresa apresentou prejuízo ajustado de R$ 978 milhões. A Casas Bahia também informou que avalia a possibilidade de recorrer novamente à recuperação judicial ou extrajudicial.
Outra gigante do varejo que atravessou uma grave crise durante o período foi a Americanas. A companhia registrou prejuízo de R$ 603 milhões no primeiro semestre deste ano.
A empresa entrou em recuperação judicial desde 2023, depois de revelar um rombo contábil bilionário, e iniciou um amplo processo de reestruturação.
Como parte desse processo, unidades consideradas deficitárias foram fechadas. Pelo menos cinco lojas em São Paulo encerraram as atividades entre o final de 2024 e o início de 2025, enquanto a companhia passou a concentrar esforços na redução de custos e reorganização da operação.
Redes de supermercados e centenas de unidades em fechamento
O setor de supermercados também foi atingido. A rede Dia Brasil passou por uma profunda reestruturação depois de entrar em recuperação judicial em 2024.
Durante o processo, a companhia fechou 343 lojas e três centros de distribuição, reduzindo significativamente sua presença no mercado brasileiro. Em junho de 2026, a empresa anunciou o encerramento do processo de recuperação judicial após cumprir as exigências estabelecidas pelos credores.
A rede de supermercados ARASUPER também anunciou recentemente o fechamento de Lojas em Rondônia como resposta as crises recentes
Gol em crise
No setor aéreo, a Gol Linhas Aéreas também enfrentou uma das maiores crises de sua história. Em janeiro de 2024, a companhia entrou com pedido de proteção pelo Chapter 11 nos Estados Unidos, em um processo de reestruturação financeira que envolvia uma dívida estimada em cerca de R$ 20 bilhões.
A empresa conseguiu concluir o processo em junho de 2025 e voltou a expandir suas operações posteriormente. Portanto, o caso da Gol representa uma recuperação financeira após um período de forte pressão, e não um fechamento da companhia.
Bridgestone fecha fábrica no Brasil
Na indústria, a Bridgestone fechou uma fábrica voltada à produção de pneus agrícolas no Brasil em 2025. A companhia mantém outras unidades no país, mas atualmente afirma enfrentar uma forte pressão provocada pelo crescimento das importações asiáticas.
Segundo o presidente da Bridgestone Brasil, a participação dos pneus importados no mercado de carga passou de aproximadamente 30% para 70% nos últimos cinco anos. A empresa afirma que a situação provocou ociosidade nas fábricas brasileiras e teme novos impactos sobre empregos.
Starbucks e outras empresas também passaram por crises
No setor de alimentação e cafeterias, a SouthRock, responsável pela operação da Starbucks no Brasil, entrou em recuperação judicial em 2023 com dívidas de aproximadamente R$ 1,8 bilhão. O processo ocorreu após a Starbucks internacional comunicar a rescisão do contrato de licenciamento.
Também aparecem nesse cenário empresas como Bombril, que pediu recuperação judicial em 2025, além da 123milhas, que entrou em recuperação judicial em 2023 após uma crise que afetou centenas de milhares de consumidores.
Número de empresas fechadas exige atenção
Dados oficiais mostram que o número de empresas que encerram atividades no Brasil é elevado. Entretanto, não é correto atribuir automaticamente cada fechamento ao governo federal. Empresas podem fechar por diferentes motivos, como juros elevados, endividamento, queda nas vendas, concorrência, mudanças no mercado, problemas de gestão, decisões societárias e fatores internacionais.
O próprio cenário econômico reúne fatores positivos e negativos. O Brasil encerrou 2025, por exemplo, com saldo de 1,28 milhão de empregos formais criados, embora o resultado tenha sido 23,7% menor que o registrado em 2024.
Também é necessário diferenciar empresa fechada, loja encerrada, fábrica desativada, recuperação judicial e falência. São situações distintas e não significam necessariamente que uma companhia tenha deixado de existir.
Um cenário de pressão sobre empresas
O que os casos mostram é que grandes companhias brasileiras passaram, durante o atual governo, por processos expressivos de reorganização, com fechamento de unidades, redução de quadros, venda de ativos e renegociação de dívidas.
A Casas Bahia representa o exemplo mais recente e de maior impacto no varejo, com 298 lojas fechadas e cerca de 1,9 mil demissões. Já Americanas, Dia, Gol, SouthRock e Bombril enfrentaram processos de recuperação ou reestruturação por razões distintas.
Assim, embora os números revelem um período de forte pressão sobre parte do setor empresarial durante o Governo LULA. Os fatores variam de empresa para empresa e incluem tanto condições internas quanto aspectos da economia brasileira e do cenário internacional desgastada.


















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