Mais de 84 milhões de brasileiros estão inadimplentes; dívida média já ultrapassa R$ 7 mil
Levantamento aponta recorde histórico de pessoas com contas atrasadas no país. Bancos, cartões de crédito e contas básicas estão entre os principais responsáveis pelo endividamento.
O número de brasileiros com contas em atraso ultrapassou a marca de 84 milhões e atingiu um recorde histórico em setembro de 2026. Ao todo, 84,2 milhões de pessoas estavam inadimplentes no país, segundo levantamento da Serasa. O cenário evidencia o agravamento das dificuldades financeiras enfrentadas pelas famílias brasileiras.
Na comparação com agosto, quando foram registrados 83,9 milhões de inadimplentes, houve crescimento no número de pessoas com dívidas em atraso. Em relação a setembro de 2025, o aumento foi de 6%. Já na comparação com 2020, o avanço chega a 34,1%.
Outro dado que chama a atenção é o valor médio das dívidas. Cada brasileiro inadimplente acumula, em média, R$ 7.093,83 em débitos, quantia equivalente a aproximadamente 4,4 salários mínimos, considerando o piso nacional de R$ 1.621.

O volume total das dívidas vinculadas ao Sistema Financeiro Nacional (SFN) alcançou R$ 597,4 bilhões em setembro, representando um crescimento de aproximadamente 0,9% em relação ao mês anterior.
Bancos e cartões concentram maior parte das dívidas
Entre os principais responsáveis pela inadimplência estão os bancos e cartões de crédito, que concentram 27,1% do total das dívidas. Na sequência aparecem as financeiras, com 20,6%, e as contas básicas de água, luz e gás, que representam 20,3%.
Um dos destaques do levantamento é o avanço das dívidas com financeiras, que ultrapassaram, pela primeira vez, as contas básicas no ranking dos principais compromissos financeiros em atraso.
Mulheres representam maioria dos inadimplentes
Os dados também mostram que as mulheres correspondem a 50,5% das pessoas inadimplentes no Brasil, enquanto os homens representam 49,5%.
Na divisão por idade, a maior concentração está entre brasileiros de 41 a 60 anos, que representam 35,7% dos registros. Em seguida aparecem as pessoas de 26 a 40 anos, com 33,2%; os maiores de 60 anos, com 20,1%; e os jovens de 18 a 25 anos, que correspondem a 11%.
Os números revelam a dimensão do endividamento no país: são mais de 84 milhões de brasileiros com dificuldades para manter as contas em dia, enquanto o valor médio devido por pessoa já ultrapassa R$ 7 mil.

















Comentários