"UM CAOS" Rio Branco amanhece sem transporte Coletivo: Greve paralisa 100% dos ônibus e deixa população sem saída em Rio Branco
- Gabriel Oliveira - Portal www.acrealerta.com.br

- 22 de abr.
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Rio Branco amanheceu nesta quarta-feira (22) sem nenhum ônibus circulando, após os trabalhadores do transporte coletivo decidirem pela paralisação total das atividades na capital acreana.
A decisão foi tomada durante uma assembleia realizada na garagem do pátio, onde a categoria rejeitou a proposta apresentada pela prefeitura e condicionou o retorno ao trabalho ao pagamento dos salários atrasados. Com isso, 100% da frota deixou de operar, afetando milhares de usuários que dependem do serviço diariamente.

Durante reunião com os trabalhadores, o prefeito Alysson Bestene afirmou que a gestão municipal não irá se eximir de responsabilidades e destacou que a prefeitura trabalha para solucionar o impasse em até 48 horas. Segundo ele, já existe um cronograma para separar as responsabilidades entre município e empresa, além de uma reunião marcada com a concessionária.
“Fiz questão de estar aqui para dizer que a prefeitura não vai se eximir de responsabilidade nenhuma. Já temos um cronograma para, até hoje ao meio-dia, definir o que é de responsabilidade do município e o que cabe à empresa. Ao longo do dia teremos informes para garantir que, em até 48 horas, os pagamentos sejam solucionados”, afirmou o prefeito.
Apesar da proposta, os motoristas decidiram manter a paralisação. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros e Cargas do Estado do Acre, Antônio Neto, explicou que a prefeitura se comprometeu a pagar os salários até sexta-feira, mas a categoria não aceitou aguardar.
“Nós fizemos uma assembleia e havia a proposta de retorno ao trabalho. A prefeitura garantiu o pagamento até sexta-feira, mas a categoria foi firme: só volta após receber”, disse.
O sindicalista ressaltou ainda que a posição oficial do sindicato era diferente da decisão tomada pelos trabalhadores. Segundo ele, a orientação seria manter a circulação mínima prevista em lei, entre 30% e 50% da frota, evitando prejuízos maiores à população.
“O sindicato defende o cumprimento da lei, com funcionamento parcial. Essa decisão de 100% é da maioria dos trabalhadores, mas não é uma posição que o sindicato concorda, pois sabemos o que a legislação determina”, destacou.
Representando a empresa, a administradora Bruna Fernandes pediu um voto de confiança aos trabalhadores e sugeriu a retomada parcial do serviço para não deixar a população desassistida. Ela afirmou que, caso o pagamento não fosse cumprido até sexta-feira, a paralisação poderia ser retomada.
Mesmo com os apelos da empresa e do sindicato, os trabalhadores mantiveram a decisão, deixando o transporte coletivo completamente suspenso em Rio Branco e gerando transtornos para a população que depende do serviço para trabalhar e se deslocar pela cidade.

















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