De FHC, Lula, Dilma a Bolsonaro: alvo da PF no caso Master, Ciro Nogueira já apoiou governos de esquerda e direita
- Gabriel Oliveira - Portal www.acrealerta.com.br

- há 7 minutos
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O senador Ciro Nogueira, alvo de operação da Polícia Federal no caso envolvendo o banco Master, voltou ao centro do debate político nacional nesta quinta-feira (7). Atualmente um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e voz forte da oposição ao governo federal, Ciro construiu uma trajetória marcada por alianças com presidentes de diferentes espectros políticos ao longo das últimas décadas.
A carreira política de Ciro Nogueira começou nos anos 1990, quando foi eleito deputado federal pelo antigo PFL, partido que posteriormente se transformaria no Democratas. Desde sua chegada ao Congresso Nacional, em 1995, o parlamentar passou a integrar bases governistas e consolidou espaço dentro do chamado Centrão, grupo conhecido pela articulação política em troca de influência e cargos.

Durante os mandatos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Ciro integrou a base aliada do PSDB no Congresso. Posteriormente, manteve proximidade com os governos petistas e ampliou sua influência política principalmente no Nordeste, onde fortaleceu alianças estratégicas no Piauí e em outros estados da região.
Já filiado ao PP, o senador também se aproximou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante os primeiros mandatos petistas. Em entrevistas passadas, Ciro chegou a afirmar que Lula teria sido “o melhor presidente” para o Nordeste brasileiro, destacando investimentos e programas sociais implementados na região.

No governo Dilma Rousseff, Ciro permaneceu aliado do PT durante boa parte da gestão. O rompimento aconteceu apenas em 2016, quando votou favoravelmente ao impeachment da então presidente. Na época, o senador afirmou que tentou preservar a estabilidade política, mas considerou inviável a continuidade do governo diante da crise institucional.
Apesar de atualmente ser um dos principais defensores de Bolsonaro, Ciro Nogueira já fez duras críticas ao ex-presidente no passado. Em 2017, o senador declarou possuir “restrições” ao então deputado federal e chegou a classificá-lo como “fascista” e “preconceituoso”. Naquele período, também declarou apoio à candidatura de Lula para a eleição presidencial de 2018.
Durante a campanha eleitoral de 2018, Ciro chegou a gravar vídeos afirmando “sou Lula” e apoiou publicamente a candidatura de Fernando Haddad no segundo turno contra Bolsonaro. Anos depois, porém, o senador mudou de posicionamento político e se tornou ministro-chefe da Casa Civil no governo Bolsonaro, consolidando a aproximação com a direita conservadora.

















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