Hulk, cão farejador da PM, ganha “prêmio” com bolinha de tênis após ajudar a encontrar 48 toneladas de maconha na Maré
- O GLOBO

- há 20 horas
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O cão farejador Hulk, do Batalhão de Ações com Cães (BAC) da Polícia Militar, ganhou como recompensa sua tradicional bolinha de tênis, considerada o “prêmio” usado no treinamento dos animais, após participar da maior apreensão de drogas já registrada no Brasil. A ocorrência resultou na localização de cerca de 48 toneladas de maconha escondidas em uma cisterna concretada na comunidade da Nova Holanda, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro.
De acordo com informações do BAC, o local havia passado despercebido pelos agentes durante as buscas iniciais, já que a estrutura estava vedada e não apresentava sinais evidentes. No entanto, durante a varredura, Hulk demonstrou mudança brusca de comportamento e começou a ficar inquieto, o que levantou suspeitas entre os policiais.
Segundo o comandante do BAC, tenente-coronel Luciano Pedro Barbosa, o faro do animal foi determinante para a descoberta.

— Os agentes estavam verificando a área, mas estava tudo vedado, concretado. Só que quando o Hulk começou a farejar, ele ficou muito agitado, mudou o comportamento. Os agentes desconfiaram, começaram a quebrar o concreto da cisterna e encontraram a droga — relatou o oficial.
Ao romperem a estrutura, os policiais localizaram um bunker improvisado dentro da cisterna, utilizado como esconderijo para armazenar o entorpecente. O acesso ao compartimento era estreito e exigiu que os militares rastejassem por baixo da estrutura para alcançar os tabletes.
No interior do esconderijo, foram encontrados mais de 20 mil tabletes de maconha, com peso estimado entre 1 kg e 1,5 kg cada, embalados em sacos plásticos e caixas de papelão.
Recompensa é a bolinha
O sargento Wildemar de Oliveira, condutor de Hulk, explicou que a recompensa dos cães é sempre relacionada ao brinquedo utilizado durante os treinamentos.
— A recompensa deles é o brinquedo. Quando eles vêm de grandes apreensões, a gente deixa que eles fiquem mais tempo com a bolinha, por exemplo. Como o instinto de caça deles é bem alto, acabam destruindo o brinquedo porque querem muito ele. E também é uma forma de eles desestressarem — explicou o militar.
O comandante do batalhão confirmou que o método faz parte do condicionamento dos animais.
— Nas operações, eles não buscam a droga em si, mas a bolinha de tênis. É como se fosse o prêmio deles — afirmou Barbosa.
Destaque na corporação
Da raça pastor-belga-malinois, Hulk foi doado ainda filhote à corporação, aos seis meses, por um militar que não tinha condições de mantê-lo. Desde então, passou a integrar o BAC, onde participa de treinamentos e operações há quatro anos.
Segundo o sargento Oliveira, Hulk já se destacava em outras ocorrências. Em 2024, ele localizou cerca de uma tonelada de drogas no Parque União, também no Complexo da Maré.
— Ele participa das ações há dois anos e já esteve em várias apreensões, mas essa, sem dúvida, é a mais importante até agora — disse o condutor.
A corporação informou que Hulk e outro cão da unidade, Djoco, dividem uma placa de destaque no batalhão. Diante do feito histórico, o BAC avalia novas formas de homenagear o animal, incluindo a possibilidade de uma estátua em sua homenagem na sede da unidade.

















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