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“Matei com machado e sumi com os corpos”: solto pela Justiça do Acre, acusado de matar casal de forma brutal em 2015 é executado no Belo Jardim neste domingo

Geysson Ferreira confessou crime brutal com frieza e chegou a dizer que “sumiu com os corpos, quando foi preso em 2016” os corpos das vítimas estavam desaparecidos desde abril de 2015; monitorado foi morto a tiros no último domingo (31) em rio Branco


O monitorado por tornozeleira eletrônica Geysson Ferreira de Paiva, de 39 anos, que teve a casa invadida e executado a tiros no último domingo (31), no bairro Belo Jardim I, em Rio Branco, já tinha um passado marcado por um dos crimes mais brutais registrados no Acre. Em 2015, ele confessou friamente à polícia ter assassinado um casal com golpes de machado e ocultado os pedaços dos corpos das vítimas.



Na época, Geysson foi preso após admitir a morte de Márcia Carvalho, de 34 anos, e Ocivaldo Tavares de Mendonça, desaparecidos desde abril daquele ano de 2015. Durante depoimento à Polícia Civil, ele chegou a debochar do crime e afirmou:


“Matei primeiro o cara e depois a mulher para apagar as testemunhas. Matei com machado e o corpo eu desandei os pedaços, evaporou, sumiu”, declarou.

Mesmo diante da gravidade do caso, Geysson acabou sendo colocado em liberdade pela Justiça recentemente no acre e passou a responder monitorado por tornozeleira eletrônica.


Segundo as investigações da época, o acusado relatou que matou o casal após eles supostamente tentarem invadir sua residência, localizada na Travessa Apocalipse, também no bairro Belo Jardim I. Demonstrando frieza, ele afirmou ainda que havia usado drogas antes do crime.


Foto 2016: Iryá Rodrigues/G1)
Foto 2016: Iryá Rodrigues/G1)

“Eu tinha acabado de dar o teco no pó. Depois que vi que a polícia estava rondando muito, desenterrei e tirei daqui. Os corpos não vou achar mais não. Já fiz o velório deles”, ironizou na ocasião.


Durante as buscas realizadas pela Polícia Civil em 2015, investigadores fizeram escavações no quintal da casa do suspeito e encontraram fios de cabelo e materiais orgânicos que poderiam pertencer às vítimas. A cerca de 800 metros do imóvel, também foram encontrados possíveis restos mortais queimados em um tambor na casa do irmão de Geysson.



As vítimas eram usuárias de drogas e desapareceram após informar familiares que iriam até uma residência no Belo Jardim. Depois disso, nunca mais foram vistas.


EXECUÇÃO NO BELO JARDIM


Dez anos após o crime que chocou o Acre, Geysson Ferreira de Paiva foi morto a tiros dentro da própria casa, na Travessa do Pescador, também no bairro Belo Jardim I.


Segundo informações da polícia, criminosos armados invadiram a residência na noite do último domingo (31) e efetuaram vários disparos contra o monitorado. Ele foi atingido por tiros na face, peito e abdômen.


O irmão da vítima ainda tentou socorrê-lo em um carro particular até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade do Povo. Após receber os primeiros atendimentos e ser transferido pelo SAMU ao Pronto-Socorro de Rio Branco, Geysson não resistiu aos ferimentos e morreu minutos após dar entrada na sala de trauma.


A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso e tenta identificar os autores e a motivação da execução.

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