Policia civil elucida caso: homem de 57 anos é torturado, arrastado e executado pelo “Tribunal do crime”; adolescente confessa participação em Brasiléia
- Gabriel Oliveira - Portal www.acrealerta.com.br

- há 3 horas
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Gilson Aparecido Ferreira, de 57 anos, foi brutalmente assassinado na madrugada do dia 29 de março, por volta das 3h30, na Travessa Belém, nas proximidades da Praça Hugo Poli, na região central de Brasiléia, interior do Acre.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o crime foi cometido por dois adolescentes, ambos de 17 anos, que abordaram a vítima sob a acusação de supostos furtos na área. Em seguida, Gilson foi levado à força até a frente de um imóvel, onde passou a ser violentamente agredido.

Durante a ação, a vítima foi espancada com socos e golpes de objeto contundente, além de sofrer outros tipos de violência, caracterizando indícios de tortura. Mesmo gravemente ferido, Gilson ainda foi arrastado por uma certa distância até as proximidades de um estabelecimento comercial, onde acabou sendo abandonado.
A investigação aponta que, no local, ocorreu o desfecho do crime, quando um dos suspeitos efetuou um disparo à curta distância com o uso de uma arma improvisada, causando a morte imediata da vítima.
Policiais civis, sob coordenação do delegado Erick Ferreira Maciel, realizaram diligências, coletaram imagens de câmeras de segurança e apreenderam objetos que podem ter sido utilizados no crime. A principal linha de investigação indica que o homicídio tenha ligação com um possível “tribunal do crime”, prática associada a organizações criminosas.
Um dos adolescentes foi apreendido no dia 30 de abril e confessou participação no assassinato, sendo apontado como um dos principais responsáveis pelas agressões. Ele permanece à disposição da Vara da Infância e Juventude.
O segundo envolvido segue foragido, e as forças de segurança continuam as buscas na tentativa de localizá-lo.
O corpo da vítima foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) para os exames cadavéricos. O caso segue em investigação, e a Polícia Civil trabalha para esclarecer todos os detalhes da execução.

















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