ROMBO NAS CONTAS: Déficit histórico nas contas externas expõe vulnerabilidade esmagadora da economia brasileira sob Governo LULA
- Redação 24Hrs

- há 5 dias
- 2 min de leitura
O Brasil encerrou o ano de 2025 com o maior déficit nas contas externas dos últimos 11 anos, acendendo um alerta sobre a crescente vulnerabilidade da economia nacional diante do cenário internacional. O rombo chegou a quase US$ 69 bilhões, o equivalente a 3% do Produto Interno Bruto (PIB), configurando o pior desempenho desde 2014.
As contas externas reúnem todas as transações do país com o exterior, como exportações e importações de produtos, prestação de serviços, gastos de brasileiros fora do país e remessas de lucros e dividendos ao exterior. Economistas apontam que déficits elevados e persistentes aumentam a dependência do Brasil de capital estrangeiro e deixam a economia mais exposta a choques externos.

De acordo com o Banco Central, o principal fator para o resultado negativo foi a redução do superávit da balança comercial, em um contexto de desaceleração do comércio global e aumento das importações. Apesar de esforços para diversificar mercados após o endurecimento de tarifas impostas pelos Estados Unidos, o crescimento das exportações não foi suficiente para compensar o avanço das compras externas.
Segundo o especialista em comércio exterior Welber Barral, o Brasil conseguiu ampliar vendas para países como China, Índia, México e Argentina, minimizando parcialmente as perdas no mercado norte-americano. No entanto, o movimento não impediu a deterioração do saldo externo.
Outro ponto crítico destacado por analistas é o forte déficit na balança de serviços, impulsionado por gastos com fretes, royalties, serviços financeiros e viagens internacionais. Além disso, o envio de lucros e dividendos de empresas estrangeiras instaladas no país continua pressionando negativamente o balanço de pagamentos.
Em contrapartida, o aumento dos investimentos estrangeiros diretos ajudou a amortecer os efeitos do déficit. Em 2025, esses aportes subiram de US$ 74 bilhões para US$ 77 bilhões, indicando que o Brasil ainda mantém atratividade para investidores internacionais. Ainda assim, especialistas alertam que a manutenção desse fluxo depende de estabilidade econômica, previsibilidade fiscal e ambiente favorável aos negócios.
O cenário reforça a necessidade de políticas voltadas ao fortalecimento das exportações, à redução do déficit em serviços e à criação de condições que estimulem investimentos produtivos. Sem avanços estruturais, o elevado rombo nas contas externas pode limitar o crescimento econômico e ampliar riscos para os próximos anos.



















Comentários