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ARTIGO: Maioria dos casos de abuso sexual infantil ocorre dentro do círculo de confiança, apontam dados

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    Redação 24Hrs
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  • 2 min de leitura

Por João Marcos Luz


Quando se fala em abuso sexual infantil, ainda é comum a imagem de um estranho à espreita na rua. No entanto, estatísticas amplamente citadas por órgãos de proteção à infância indicam outra realidade: 93% das vítimas menores de 18 anos conheciam o agressor. Apenas 7% eram desconhecidos. Em cerca de um terço dos casos, o autor era membro da própria família.


Os números alteram a percepção sobre onde está o risco. Em muitos casos, o abuso ocorre dentro do próprio círculo de confiança da criança ou do adolescente. O perigo, portanto, nem sempre vem de fora. Especialistas reforçam a importância de cuidados constantes para evitar que crianças sejam expostas a situações de risco, tanto no ambiente físico quanto no virtual.



Recentemente, um caso envolvendo um profissional de prestígio preso pouco antes de embarcar em um voo ganhou repercussão nacional. O episódio trouxe à tona a discussão sobre como posição social, uniforme ou cargo não são garantias de caráter. Casos dessa natureza reforçam que agressores podem ocupar posições respeitadas e agir por anos sob aparência considerada irrepreensível.


Diante desse cenário, a prevenção começa dentro de casa.


A supervisão digital é apontada como parte central desse cuidado. Crianças e adolescentes passam horas em redes sociais, aplicativos de mensagens e jogos online que permitem conversas privadas. De acordo com especialistas, muitos abusadores utilizam essas plataformas para estabelecer vínculo gradual com as vítimas, iniciando com elogios e confidências e avançando conforme identificam fragilidades ou isolamento.


A orientação não significa vigilância excessiva, mas acompanhamento responsável. Pais e responsáveis devem conhecer os ambientes virtuais frequentados pelos filhos, revisar configurações de privacidade, orientar sobre os riscos de compartilhar imagens íntimas ou informações pessoais e manter diálogo constante. Uma das orientações básicas é que qualquer pedido de segredo que cause desconforto seja comunicado imediatamente a um adulto de confiança.


A educação preventiva adequada à idade também é considerada essencial. Crianças precisam compreender a diferença entre toques relacionados a cuidados legítimos — como higiene ou atendimento médico — e situações que ultrapassam limites. Devem saber que têm o direito de dizer não, inclusive para adultos conhecidos, e ter segurança de que não serão punidas ao relatar algo que as deixou desconfortáveis.


Mudanças bruscas de comportamento podem funcionar como sinais de alerta. Queda repentina no rendimento escolar, isolamento, medo de determinada pessoa, distúrbios do sono ou comportamentos sexualizados incompatíveis com a idade são indicativos que merecem atenção. Especialistas destacam que esses sinais não constituem prova de abuso, mas justificam apuração cuidadosa e acompanhamento adequado.


Outro ponto mencionado por profissionais da área é o enfrentamento de barreiras culturais, como a crença de que determinados ambientes familiares estariam imunes a esse tipo de crime. A negação pode dificultar a identificação e a interrupção de situações abusivas.

O abuso sexual infantil é crime e pode gerar consequências físicas e psicológicas duradouras. A denúncia é considerada fundamental para interromper ciclos de violência e proteger possíveis outras vítimas.


A preservação da infância envolve presença ativa, escuta atenta e disposição para agir quando algo foge da normalidade. A responsabilidade pela violência nunca é da criança. A responsabilização deve recair exclusivamente sobre o agressor, conforme prevê a legislação.



João Marcos Luz - Secretário Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH)

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