COINCIDÊNCIA? PM impede possível abuso em motel de Rio Branco; advogado monitorado por tornozeleira é preso após denúncia de cárcere privado
- Redação 24Hrs

- há 2 dias
- 2 min de leitura
Uma ação rápida da Polícia Militar impediu o que poderia ter se transformado em um crime ainda mais grave dentro de um motel no bairro Habitar Brasil, em Rio Branco, na manhã desta segunda-feira (16). Um advogado monitorado por tornozeleira eletrônica foi preso suspeito de manter um jovem em cárcere privado e de ameaçá-lo com abuso sexual.

A ocorrência mobilizou várias guarnições do 1º Batalhão após acionamento do Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM), que recebeu inicialmente uma denúncia de roubo no estabelecimento, com a informação de que os envolvidos estariam armados. Diante da gravidade do chamado, as equipes se deslocaram imediatamente até o local.
No motel, o gerente informou que não havia nenhuma situação aparente de roubo, mas, por precaução, entrou em contato com os quartos ocupados por meio do interfone. Apenas a suíte 06 não respondeu. Ao se aproximarem do quarto, os policiais encontraram a porta aberta, porém com a porta do banheiro trancada por dentro.

Após ordens verbais não serem atendidas e momentos de tensão, os militares, com autorização do responsável pelo estabelecimento, arrombaram a porta do banheiro. A ação foi coordenada pelo tenente Eliabe Rodrigues, comandante da patrulha naquele momento.
No interior do banheiro estavam o advogado Aluísio. V. de A. N., de 42 anos, e um jovem identificado pelas iniciais T.E.F.V., de 18 anos, de nacionalidade peruana. O que inicialmente foi tratado como possível roubo passou a ser enquadrado como cárcere privado e ameaça de estupro, conforme relato da vítima à polícia.
Segundo o jovem, ele foi convidado pelo suspeito por meio de aplicativo de relacionamento para ir até o motel com a promessa de consumo de bebidas alcoólicas. Após chegar ao local por transporte por aplicativo, o advogado teria tentado forçar uma relação sexual. Com medo, o jovem se trancou no banheiro e acionou a Polícia Militar.
O suspeito alegou que teria se trancado no banheiro por receio de ser morto. A vítima afirmou que irá registrar representação criminal contra o advogado.
Informações da policia apontam que Aluísio que seria monitorado por tornozeleira eletrônica e que já possui histórico de ocorrências por desordem. Há cerca de duas semanas, teria sido visto por populares na recepção de um hotel vestindo apenas cueca e em visível estado de alteração, o que reforça o histórico de comportamento inadequado atribuído ao suspeito.
O caso ganhou ainda mais repercussão pelo fato de o advogado já ter sido citado em um inquérito da Polícia Civil relacionado à morte de David Weverton Matos Araújo, de 31 anos, ocorrida em julho de 2025, no mesmo motel. Na ocasião, a vítima estava na companhia de Aluísio, consumindo bebidas alcoólicas e drogas. O atendimento foi realizado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), e o laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou a causa da morte como possível overdose.
Diante da gravidade da ocorrência, vítima e suspeito foram conduzidos à Delegacia de Flagrantes (DEFLA) para os procedimentos legais cabíveis. O caso segue sob investigação e deve ser analisado pelo Ministério Público.



















Comentários