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Homicida é preso usando identidade falsa, após 28 anos foragido no Acre.

A Polícia Civil do Acre, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, prendeu na última sexta-feira (22) o foragido Francisco Gerônimo da Silva, de 48 anos, conhecido pelos apelidos de “Moído” ou “Marquinhos”. Ele é acusado de assassinar o adolescente Toni Guedes da Silva, de apenas 15 anos, crime ocorrido em 17 de abril de 1998, no bairro Preventório, em Rio Branco.


Segundo as investigações, a vítima foi morta a golpes de faca e, desde então, o suspeito conseguiu fugir e permanecer escondido por 28 anos.




A prisão aconteceu após investigadores da DHPP realizarem um pente-fino no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), com foco em localizar criminosos envolvidos em crimes contra a vida. Durante a análise, os policiais encontraram um mandado de prisão preventiva expedido em abril de 2020 pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco.


Sem conseguir localizar o paradeiro do suspeito pelos sistemas convencionais, os agentes passaram a investigar familiares do acusado. Durante o trabalho, uma inconsistência chamou atenção: um suposto irmão de Francisco teria surgido oficialmente apenas no ano 2000, quando emitiu documentos de identidade, sem qualquer registro civil anterior.


Desconfiados da possibilidade de fraude, os investigadores acionaram o Instituto de Identificação do Acre, que, em parceria com a Força Nacional, realizou cruzamentos biométricos no sistema ABIS (Automated Biometric Identification System).



Os exames de biometria facial e papiloscópica confirmaram que o suposto irmão e o acusado eram a mesma pessoa. De acordo com a Polícia Civil, Francisco Gerônimo da Silva criou uma identidade falsa para viver normalmente e escapar da Justiça.


Após a descoberta, os investigadores identificaram que o foragido residia no município de Capixaba, onde atuava como comerciante. A polícia também constatou que, utilizando a identidade falsa, ele chegou a responder por um processo relacionado ao tráfico de drogas em 2009.


Equipes da Polícia Civil seguiram até Capixaba e iniciaram uma campana nos endereços ligados ao suspeito. Durante o monitoramento, os policiais receberam informações de que ele havia viajado para Rio Branco, retornando pouco tempo depois. Na volta ao município, o acusado foi interceptado e preso.


A Polícia Civil destacou que a captura foi resultado do trabalho integrado entre inteligência policial, análise documental e tecnologia de identificação biométrica.


Francisco Gerônimo da Silva permanece à disposição da Justiça e deverá responder pelo homicídio cometido em 1998, além das possíveis acusações relacionadas ao uso de documentos falsos ao longo de quase três décadas.

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