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Justiça leva a júri acusados de executar João Vitor após “tribunal do crime” em Cruzeiro do Sul

A Justiça do Acre decidiu levar a júri popular três dos principais acusados de participação no assassinato de João Vitor da Silva Borges, de 21 anos, crime ocorrido em março de 2025, em Cruzeiro do Sul, no interior do estado. A decisão é da 1ª Vara Criminal da Comarca do município e aponta que os réus devem responder por homicídio qualificado.


João Vitor desapareceu no dia 8 de março e teve o corpo encontrado três dias depois às margens do Rio Juruá. Segundo as investigações, o jovem foi atraído por uma amiga até integrantes de uma facção criminosa, onde foi submetido a uma espécie de “tribunal do crime” e executado.


Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

A decisão foi assinada pela juíza Gláucia Gomes e se refere aos três primeiros presos apontados como responsáveis pela articulação do crime e pela condução da vítima até o local da execução. Eles seguem presos em Cruzeiro do Sul. De acordo com a Justiça, a participação dos acusados foi comprovada por imagens de uma videochamada feita no momento do crime, utilizada como prova no processo.


Com a decisão de pronúncia, foi aberto prazo para apresentação de recursos por parte do Ministério Público do Acre (MP-AC) e das defesas dos réus. Até o fechamento desta matéria, a defesa dos acusados não havia se manifestado.


Crime teria sido motivado por vingança de facção

Conforme a Polícia Civil, a morte de João Vitor teria sido motivada por vingança. Cerca de um mês antes do assassinato, o jovem participou de uma abordagem policial ao imobilizar um homem suspeito de assalto, durante uma confusão registrada no centro de Cruzeiro do Sul. A ação foi filmada por populares e amplamente compartilhada.

Após ser liberado pela polícia, o homem imobilizado teria procurado integrantes da facção criminosa, cobrando uma punição contra João Vitor. A partir disso, o jovem passou a ser jurado de morte.


Mais de 15 presos e novos processos em andamento

A Polícia Civil confirmou nesta terça-feira (27) que 15 pessoas já foram presas no decorrer das investigações. As apurações indicam que mais de 17 pessoas participaram direta ou indiretamente do homicídio, incluindo suspeitos que acompanharam a execução por meio de videochamadas.


Ainda conforme a Justiça, pelo menos dois outros processos seguem em andamento para responsabilizar os demais envolvidos no crime.


Mãe cobra respostas e justiça

A mãe da vítima, a auxiliar de serviços gerais Maria Verônica Borges da Silva, afirmou que se prepara psicologicamente para participar do júri popular. Quase um ano após a morte do filho, ela disse que ainda convive diariamente com a dor e busca respostas.


“Quero entender por que fizeram isso com o meu filho e que tipo de sofrimento ele passou. Espero que a Justiça seja feita”, disse emocionada.



O caso agora segue para a fase de julgamento pelo Tribunal do Júri, que decidirá a condenação ou absolvição dos acusados.


Com informações do Portal G1

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