Polícia Civil deflagra operação contra grupo do "golpe do falso intermediário" e apreende R$ 14 mil, veículos e bloqueia contas em Rio Branco
- Gabriel Oliveira - Portal www.acrealerta.com.br

- há 1 dia
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A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), deflagrou na manhã desta segunda-feira (6) uma operação para desarticular um grupo criminoso especializado no chamado "golpe do falso intermediário", modalidade de fraude que enganava compradores e vendedores durante negociações de veículos pela internet. A ação foi realizada em diversos endereços de Rio Branco.
De acordo com as investigações, a organização criminosa atuava recrutando moradores da capital, conhecidos como "laranjas", para emprestar suas contas bancárias. Essas contas eram utilizadas para receber valores transferidos por vítimas de golpes aplicados em negociações de veículos ocorridas fora do estado do Acre.




Após o dinheiro ser depositado nas contas, os investigados realizavam rapidamente os saques em espécie e repassavam os valores aos responsáveis pelo esquema. Em troca, os correntistas recebiam uma porcentagem do montante fraudado, enquanto os líderes da organização ficavam com a maior parte do lucro, dificultando o rastreamento financeiro e colocando os titulares das contas como os primeiros alvos das investigações.
Durante a operação, os policiais civis cumpriram oito mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Além das buscas, também foi determinado o sequestro de ativos financeiros em diversas contas bancárias ligadas aos investigados, visando interromper a movimentação dos recursos obtidos por meio das fraudes.
Ao todo, a Polícia Civil apreendeu R$ 14 mil em dinheiro em espécie, dois veículos utilizados pelo grupo, dois notebooks e um aparelho celular, que serão submetidos à perícia técnica para auxiliar no avanço das investigações. Também foram bloqueados ativos financeiros existentes nas contas bancárias vinculadas aos suspeitos.
O delegado titular da DRCC, Eustáquio Nomerg, afirmou que esta é apenas a primeira fase da operação e destacou que o material apreendido será essencial para identificar outros integrantes da organização criminosa e chegar aos responsáveis intelectuais pelo esquema. Segundo ele, as investigações continuarão para desarticular completamente a rede de fraude.
Os investigados e os correntistas que cederam suas contas bancárias poderão responder pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.


















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