Polícia Civil prende suspeito apontado como peça-chave em atentado ocorrido no ano passado em Brasiléia
- Redação 24Hrs

- 27 de jan.
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A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Brasiléia, cumpriu na manhã desta terça-feira, 27, um mandado de prisão preventiva contra J.V.M., apontado como peça-chave em um atentado ocorrido no final de 2025 no município de Brasiléia, no interior do estado.

A ação policial teve início no local de trabalho do investigado, onde ele foi localizado e abordado pelos agentes. Segundo a Polícia Civil, a prisão ocorreu de forma estratégica, distinta das abordagens convencionais. No momento da oficialização do mandado, o suspeito apresentou forte resistência, adotando comportamento agressivo e hostil diante da equipe policial.
Ainda de acordo com a PCAC, J.V.M. se recusou a entregar o aparelho celular e tentou danificá-lo, com o objetivo de impedir o acesso a possíveis provas telemáticas relevantes para a investigação. Diante da resistência, da agressividade e do risco iminente de destruição de evidências, os policiais fizeram uso progressivo da força e utilizaram algemas para garantir a segurança da operação e a preservação das provas.

Após ser contido, o investigado foi conduzido até sua residência para acompanhamento do cumprimento de mandado de busca e apreensão. No imóvel, os policiais localizaram e apreenderam diversas armas de fogo e munições mantidas de forma ilegal. Foram encontradas duas armas de fogo calibre .38, um revólver adaptado para munição calibre .22, contendo uma munição intacta e outra deflagrada, além de 48 munições calibre .38 intactas, que estavam escondidas dentro de uma meia.
A prisão é resultado de uma investigação que apura uma tentativa de homicídio qualificado registrada na noite de 19 de novembro de 2025, no bairro Marcos Galvão II. Na ocasião, a vítima, Edvaldo da Silva Brito, foi emboscada e alvejada pelas costas enquanto se deslocava em um veículo de aplicativo.
Conforme a Polícia Civil, a partir do cruzamento de depoimentos e de análises técnicas, foi possível identificar o veículo utilizado no crime como pertencente a J.V.M. As versões apresentadas pelo investigado ao longo da apuração continham contradições e indícios de ocultação de provas, o que reforçou a representação pela prisão preventiva.
O suspeito permanece à disposição do Poder Judiciário e deverá responder pelos crimes de tentativa de homicídio, resistência e posse ilegal de arma de fogo e munições. A Polícia Civil destacou que as investigações seguem em andamento para esclarecer completamente o atentado e identificar possíveis outros envolvidos.















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