UTI aérea começa a operar no Acre e promete salvar vidas em municípios isolados
- Redação 24Hrs

- 27 de fev.
- 2 min de leitura
O Acre deu um passo histórico no atendimento de urgência e emergência ao colocar em operação uma aeronave equipada como UTI aérea para o transporte de pacientes em estado grave. A nova estrutura passa a atender principalmente municípios isolados e de difícil acesso, onde o deslocamento até um hospital pode levar horas — ou até dias.
A aeronave iniciou as operações a partir de Tarauacá e integra o serviço aeromédico estadual. Com equipamentos de suporte avançado à vida e equipe especializada, o avião permite que pacientes em situação crítica sejam estabilizados ainda durante o voo, aumentando significativamente as chances de sobrevivência.

O investimento, estimado em cerca de R$ 34 milhões, busca enfrentar um dos maiores gargalos da saúde pública no estado: a distância entre comunidades do interior e centros hospitalares com maior estrutura, como os da capital, Rio Branco. Na prática, o tempo de transferência de pacientes deve cair drasticamente, o que pode ser decisivo em casos de infarto, AVC, traumas graves e complicações obstétricas.
Entre os municípios que mais devem ser beneficiados estão Marechal Thaumaturgo, Santa Rosa do Purus, Jordão e Porto Walter, localidades que enfrentam isolamento frequente por causa das condições das estradas e do nível dos rios ao longo do ano.
A expectativa do governo estadual é que a UTI aérea reduza mortes evitáveis e desafogue o sistema de regulação, que hoje precisa remover pacientes do interior para hospitais de referência em cidades como Cruzeiro do Sul e Sena Madureira, além da capital.
Outro impacto importante é no atendimento a pacientes vindos de municípios do interior do Amazonas, que ficam mais próximos de Rio Branco do que de Manaus. Pela posição estratégica do Acre, o sistema de saúde local também acaba absorvendo demandas de regiões de fronteira da Bolívia e do Peru.
Com a UTI aérea em operação, o estado passa a ter uma resposta mais rápida em situações críticas, reduzindo desigualdades no acesso à saúde e levando atendimento de alta complexidade a quem vive nas áreas mais remotas do Acre.
Com informações do portal G1















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