VÍTIMA DE UM CRIME BÁRBARO: Justiça aceita denúncia e nove viram réus por assassinato de jovem que teve corpo jogado no Rio Acre
- Redação 24Hrs

- há 2 dias
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A Justiça do Acre aceitou a denúncia contra nove pessoas acusadas de participação na morte de Késia Nascimento da Silva, de 20 anos, jovem que desapareceu há mais de nove meses em Rio Branco. Apesar de o corpo nunca ter sido localizado, a polícia concluiu que a vítima foi assassinada, esquartejada e teve os restos mortais jogados no Rio Acre.

Késia desapareceu no dia 28 de janeiro de 2020, após deixar o filho pequeno em uma lanchonete da família, localizada na Estrada da Floresta, na capital acreana. A jovem tinha diagnóstico de esquizofrenia e realizava tratamento médico, fazendo uso contínuo de medicamentos.
A confirmação de que a denúncia foi aceita pela Justiça foi informada pelo advogado de um dos acusados, Giliard Souza. O processo tramita em segredo de Justiça e, por esse motivo, o Ministério Público não divulgou detalhes sobre o teor da denúncia.
Crime teria sido acompanhado por videoconferência
As investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontaram que a ordem para matar a jovem partiu de duas mulheres que estavam em São Paulo. Segundo a polícia, elas teriam acompanhado a execução por meio de videoconferência.
As suspeitas foram presas durante a terceira fase da Operação Sinapse, deflagrada pela Polícia Civil do Acre. A polícia concluiu ainda que, após o assassinato, o corpo de Késia foi esquartejado e lançado no Rio Acre.
Em um novo desdobramento do caso, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), por meio da Companhia GIRO, equipe Charlie, realizava patrulhamento e fiscalização na Estrada do Calafate quando, de forma inesperada, um veículo modelo Polo, de cor branca, passou pelo local. A passageira chamou a atenção da equipe por não estar utilizando o cinto de segurança.

Diante da infração, os policiais do BOPE deram ordem de parada para orientar o condutor quanto ao uso do equipamento obrigatório e realizar a verificação de rotina. Ao ser questionada sobre sua identificação, a passageira forneceu um nome falso, o que despertou a desconfiança da equipe. Com o apoio de investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foi confirmada a verdadeira identidade da mulher como Amanda de Lima Moura, de 27 anos.
Após consulta ao Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), foi constatado que havia um mandado de prisão em aberto contra ela, relacionado ao crime de homicídio, por suposta participação na morte da jovem Késia.
De acordo com as investigações, a motivação do crime estaria ligada à mudança de facção criminosa por parte da jovem, o que teria resultado em retaliação.
Os nove denunciados estão presos: dois em unidades prisionais de São Paulo e os demais no Acre. Além deles, dois adolescentes também foram apontados como participantes do crime e respondem conforme prevê a legislação específica para menores de idade.



















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