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CARLA ZAMBELLI DEIXA PRISÃO EM ROMA: Justiça da Itália nega extradição de Carla Zambelli e ex-deputada federal "Perseguida Política"

Renato Mosca embaixador do Brasil na Itália disse que afirmou que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil recebeu a decisão da Justiça italiana com naturalidade e que não cabe ao governo brasileiro julgá-la.


A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) deixou a prisão na noite desta sexta-feira (22), após a Corte de Cassação de Roma, última instância da Justiça italiana, negar o pedido de extradição solicitado pelo governo brasileiro. Zambelli estava presa na Itália desde julho do ano passado.


O julgamento ocorreu durante a manhã, em audiência realizada a portas fechadas e acompanhada por seis magistrados italianos. A decisão analisou o processo relacionado à condenação da ex-parlamentar pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após a acusação de participação na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), incluindo a inserção de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.



Segundo a apuração da Folha de S. Paulo, o breve comunicado emitido pela Justiça italiana fala em uma decisão “sem reenvio”, ou seja, sem possibilidade de revisão, e que os magistrados declararam a “inexistência de condições para a aceitação do pedido de extradição”, sem explicar as razões.


Em entrevista ao portal Gazeta do Povo, o advogado Fabio Pagnozzi afirmou que a Corte italiana reconheceu Carla Zambelli como alvo de “perseguição política” e declarou que a ex-deputada retornaria para casa, em Roma, ainda no mesmo dia da decisão.

“Conseguimos evitar a extradição da pessoa mais perseguida politicamente do Brasil. Amanhã ela poderá voltar para casa como uma mulher livre”, declarou o advogado.


Presa na Itália desde julho de 2025, Carla Zambelli responde no Brasil por suposto envolvimento no financiamento da invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Apesar da decisão contrária à extradição, a palavra final ainda caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que terá prazo de até 45 dias para se manifestar sobre o caso.


Durante a defesa, Pagnozzi também alegou suposta parcialidade do ministro Alexandre de Moraes no julgamento, ausência de condições prisionais adequadas no Brasil e argumentou que o crime de invasão de dispositivo informático não possui equivalência direta na legislação italiana, fatores utilizados para pedir a anulação do processo de extradição.


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